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As vésperas da posse Desembargador Difini dá entrevista exclusiva para o Cejus

Em meio a uma sobrecarga de trabalho, normal as vésperas de posse, o Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini abriu uma brecha em sua agenda para um breve e exclusivo pronunciamento à Imprensa-Cejus. "O Cejus é um organismo muito importante com o qual queremos ter um estreito diálogo", acentuou o Magistrado que a partir do dia 3 de fevereiro presidirá a Administração do Tribunal de Justiça Gaúcho para o biênio 2016/2017.

Eixos Administrativos
Difini pontuou que "prioritariamente temos a defesa da independência e da autonomia, inclusive orçamentária, do Poder Judiciário. Não são questões corporativas ou do interesse dos magistrados e servidores do Judiciário. São imperativos do Estado Democrático de Direito. Autonomia implica também que se respeite o autogoverno e a gestão independente do Pode Judiciário".

"Segue-se a valorização de nossos magistrados e servidores, que são maior capital humano, o acervo mais precioso que temos. A formação e aperfeiçoamento de magistrados e servidores será outro vetor administrativo, dando condições ao efetivo funcionamento e consolidação do recém criado Centro de Formação Judiciária. Inclui-se neste processo, a melhoria das condições de trabalho e de vida, pois são fundamentais para o bom andamento de nossos serviços e desempenho das funções institucionais do Poder Judiciário."

"Acrescente-se", prossegue enfático o Desembargador Difini, "um vigoroso investimento em informática. Neste setor temos que avançar rapidamente. Ao longo dos anos o Judiciário gaúcho sempre foi protagonista na área de informática judicial, com cedência de tecnologia para tribunais de Justiça de outros estados, o que não está ocorrendo ultimamente. Há necessidade de retomada deste pioneirismo, com a criação de novas funcionalidades e programas. Esses seriam os eixos principais de nossas atividades e de nosso programa de administração".

Opinião Pública
O Desembargador Difini desperta a atenção pela objetividade e agudeza das manifestações. Perguntado sobre como observa a Opinião Pública declarou que, "a Opinião Pública, hoje, tem uma impressão negativa com o estado brasileiro como um todo, devido as dificuldades que o estado brasileiro tem passado e que se reflete nas situações políticas e econômicas em que o país vive.
"Isso de alguma forma atinge também o poder judiciário. Mas creio que se a opinião pública estiver devidamente esclarecida, e em alguns casos ela não tem sido devidamente esclarecida, ela vai perceber que todos esses organismos, seja o Judiciário, seja o Executivo, seja o Legislativo são indispensáveis para um Estado de Direito.
Podemos reclamar que a nossa justiça é lenta, mas pior se nós não tivessemos a garantia do processo. Podemos dizer que o nosso legislativo é ineficiente e apresenta casos de corrupção, pior se nós não tivéssemos um legislativo, mas sim um regime de força como já vivemos. Mas na medida que a opinião pública seja esclarecida ela verá que esses órgãos são indispensáveis, até com as suas deficiências que nos mostram o que nós precisamos aprimorar.
"O judiciário não tem verbas de publicidade, mas nós procuraremos com os meios à nossa disposição, inclusive o nosso site é bastante acessado, esclarecer a opinião pública sobre o que nós estamos fazendo, e quando falarmos, no momento em que estivermos oportunidade de nos expressarmos publicamente, fazer esses esclarecimentos".

Perfil do Administrador Judiciário
"Todos nós, eleitos para o biênio 2016/2017 somos juizes de longa data, e temos um histórico de dedicação ao judiciário. Entendemos isso como mais um elemento desta caminhada. Nós temos um compromisso muito forte e muito importante com esta instituição, do que ela representa e com aqueles que fazem parte desta instituição que são os juizes e os servidores.
"No Brasil, este é um poder profissional. Governadores, prefeitos, vereadores, deputados são casos isolados, são casos que não representam uma carreira. No Judiciário, embora seja um órgão de poder do estado, há uma longa caminhada. Nenhum de nós que está assumindo a Administração tem menos de 30 anos de judicatura. Isso cria mais compromisso com a instituição. Eu assumi como pretor com 24 anos de idade. Eu vivi dentro do Poder Judiciário toda a minha vida adulta. É óbvio que isso marca. É um passado que honra mas que também compromete e obriga", conclui o Desembargador Difini.

A Presidente do Cejus Maria Beatriz Rodrigues Machado manifesta agradecimentos ao Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini pela mensagem transmitida aos Associados e servidores em geral do Judiciário.

Imprensa-Cejus
imprensa@cejus.com.br
Foto e texto: WS
Assessor de Imprensa: Walny Costa Soares